VEG ANA BOLO DE CASTANHAS DE SERNANCELHE ETARI 21 vegetariana 1H. | 12 PESSOAS | FÁCIL castanha 1 kg + 6 castanhas para decoração leite meio-gordo 1 / 2 litro açúcar Pingo Doce 120g claras M 6 farinha 200g essência de baunilha 1 c. de chá caramelo 50g Energia Gorduras das quais saturadas Hidratos de carbono dos quais açúcares Fibra Proteínas 1 FATIA 269kcal 1,6g 0,6g 58,4g 19,7g 4,8g 6,3g ADULTO % do VDR 13% 2% 3% 22% 19% PREPARAÇÃO 1 Pré-aqueça o forno a 170 °C. 2 Dê um corte na casca das castanhas e coza-as durante cerca de 30 minutos em água a ferver. 3 Ainda quentes descasque-as e esmague- -as. 4 Coloque num tacho o leite, juntamente com o açúcar e deixe fervilhar. 5 Adicione as castanhas e vá mexendo até obter uma massa espessa. Retire do lume, coloque numa taça e deixe arrefecer. 6 Enquanto isso, bata as claras em castelo. 7 Adicione alternadamente à mistura de castanhas e leite as claras batidas em castelo e a farinha. Junte a essência de baunilha. 8 Deite a massa numa forma caramelizada e leve ao forno a cozer por cerca de 1 hora. 9 Desenforme o bolo ainda morno, coloque num prato e decore com as castanhas. Um alimento milenar Há mais de 100 mil anos que se comem castanhas. Na Pré-História, terá sido uma das melhores fontes de calorias para humanos e animais. Esta fiel companheira é oriunda da Ásia Menor, dos Balcãs e da região do Cáucaso, mas depressa se tornou rainha na Europa. Estava presente nos festins romanos e, durante a Idade Média, surgiram várias receitas de mosteiros e abadias onde a devoção à castanha se manifestava, fosse como elemento em destaque, fosse moída e tornando-se um dos tipos de farinha mais populares. O requinte do Renascimento trouxe um outro tipo de sofisticação na comida e deu-se o milagre do marron glacé . Daí a passar para a Península Ibérica, ajudada pelas Revoluções Francesas, foi um pequeno passo, mas a castanha propriamente dita – sem essa modernidade – já era bem conhecida por volta do século X. Só deixou de ser um alimento basilar da nossa cozinha com a chegada da batata da América do Sul (século XVI) que, pelo custo e produção, bateu toda a concorrência. Em Portugal, há quatro zonas principais de produção de castanha, maioritariamente a Norte: Padrela, Terra Fria, Marvão-Portalegre e Soutos da Lapa. Juntas alcançam cerca de 40 mil toneladas por ano, servindo um mercado cada vez mais exigente. No Alto Douro e na Terra Fria Transmontana, a tradição da castanha continua viva, em especial através de sopa, de puré ou de bolo. Além disso, e à semelhança do resto do país, a castanha assada com sal grosso, cozida com ervas aromáticas ou seca (as famosas “piladas” ou peladas), continua a ser campeã de vendas, em especial quando o Outono começa a chegar e o Inverno se prolonga. Eis-nos no mês ideal para aquecer o corpo e a alma com estes frutos de um ouriço. Quem tarde vier comerá do que trouxer. SUGESTÃO Em alternativa, pode utilizar as castanhas congeladas Pingo Doce.
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